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Nosso Diretor Técnico da área de Sáude Ambiental é o

Dr. Ângelo Zanaga Trapé

 

Médico Especialista em Saúde Ocupacional e Professor assistente Doutor da Unicamp. É Coordenador da Área de Saúde Ambiental, e do

Departamento de Medicina Preventiva e Social.
Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Coordenador da Área de Vigilância e Informação do Centro de Controle de Intoxicações. Coordenador do Programa de Vigilância da Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos da Unicamp. Doutor em Saúde Coletiva pela Unicamp com a tese - “Doenças relacionadas aos Agrotóxicos - Um problema de Saúde Pública”.

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A utilização dos agrotóxicos no Brasil do ponto de vista ambiental e principalmente de saúde pública tem determinado um forte impacto, infelizmente negativo, com contaminação dos vários meios (ar, água e solo ), e com muitos casos de doenças e mortes. As primeiras informações sobre problemas de saúde datam de 1950, quando foram constatados na região de Presidente Prudente, pelo Instituto Biológico da Secretaria Estadual de Agricultura, casos de doenças em 118 agricultores de algodão, com 21 mortes por um produto chamado Paratiom (inseticida organofosforado) (Planet, 1950; Rodrigues et al., 1957; Almeida, 1959; Almeida, 1960; Almeida, 1967). Nas décadas de 70 e 80, Estados como Paraná e Rio Grande do Sul passam a identificar problemas ambientais e de saúde causados pelos agrotóxicos indicando a utilização cada vez maior desses produtos nas principais regiões de produção agrícola do país (Siqueira, 1983; Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, 1983). Com a implantação, a partir dos anos 80s, dos Centros de Controle de Intoxicações em vários Estados brasileiros, as notificações dos agravos causados pelos agrotóxicos passou a ser mais sistematizada, constituindo-se um Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINITOX) que consolida os dados gerados nos diversos Estados do país, e é coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz do Ministério da Saúde, que publica anualmente as estatísticas de casos de intoxicação registrados pelos Centros (FIOCRUZ/CICT, 2000). Pela análise dos dados atuais do SINITOX pode-se concluir que os agravos causados pelos agrotóxicos determinam um problema não só de saúde dos agricultores, mas um sério problema de saúde pública (Aguilar Alonzo, 2000). Esta conclusão se dá analisando-se somente os casos notificados pelos Centros, que são apenas aqueles considerados de intoxicação aguda, que ocorrem subitamente e muitas vezes de desfecho dramático. Não entram na análise os casos de efeitos adversos de longo prazo que são hoje em dia os que mais preocupam os profissionais que atuam na área de saúde ambiental e toxicologia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou, em 1990 (WHO,1990), que deveriam ocorrer no mundo, anualmente, cerca de 3.000.000 de casos de intoxicação aguda, mais de 700.000 casos de efeitos adversos crônicos, como distúrbios neurológicos, cerca de 75.000 casos de câncer por exposição e 220.000 mortes.

fonte: http://www.feagri.unicamp.br

 

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